| Dois minutos
O cara acordou assustado! Sonhou que não conseguia respirar. - Arf. No sonho, ele caia num rio e ficava no fundo até conseguir respirar. Saia da água mas não sabia mais respirar no ar, apenas na água. Acordou suando na cama. - Que porra de sonho escroto! - O voz sonolenta era grossa, soltava ar. Respirou e o ar não entrou. Respirou novamente e o oxigênio não entrou no pulmão. Pulou assustado da cama. Foi ao banheiro e viu que a cara estava boa, apenas amassada. O ar não entrou com a respiração. Caiu no azulejo. As mãos tentando abrir o pescoço. Desespero. Olhou a privada, cheia de água e mijo. Apertou a descarga, quase desfalecendo. Abaixou a cabeça e respirou, com o nariz enfiado na água da privada. Inspirou profundamente sentindo todo o prazer de encher os pulmões. Inspirou outras muitas vezes. Pensou no que fazer. Tirou o nariz da água e tentou respirar. Nada. Marcou no relógio quanto tempo conseguia ficar sem respirar na água: dois minutos. Passou pelo armário do quarto, pegou a máscara de mergulho e o snorquel e foi para a cozinha. Lá adaptou uma garrafa de refrigerante de dois litros cheia de água no bocal do snorquel. Vestiu-se e saiu. Chegou na casa da namorada. - Oi, querido. Que troço é esse na sua cara? - Disse a namorada, pensando em qual era a onda da vez. - Oi, amor. Posso ir ao banheiro?
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fin |
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